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Ace Combat 6: Fires of Liberation
29/11/2007 criado por Pedro Martins
Nas asas do divertimento.
Herética. É assim que muitos classificam a ida da série Ace Combat para uma consola que não seja pertencente à família Sony. Ainda que inserida num mercado em constante mutação, foi com alguma surpresa que a comunidade assistiu ao anúncio da ida de Ace Combat 6: Fires of Liberation em exclusivo para a Xbox 360. Agora, numa época tão avassaladora em termos de qualidade, será que Ace Combat tem espaço de manobra para conquistar o "céu" do catálogo da Xbox 360?

Como já vem sendo habitual na série, a narrativa é um dos seus pontos fortes. Em Fires of Liberation a série aborda o conflito ficcional entre a República de Emmeria e a República Federal da Estovakia, situada a norte de Yuktobania, uma das nações debutantes em The Unsung War e, posteriormente, em The Belkan War. Isto, num futuro não muito longínquo do presente, uma vez que o jogo arranca com um ataque surpresa à capital Emmeriana, Gracemaria, a 30 de Agosto de 2015.

Contrariamente às entregas prévias, Fires of Liberation demora algum tempo a mostrar toda a complexidade narrativa, com cenas de corte que nos fazem lembrar algumas telenovelas de qualidade duvidosa e algumas missões com objectivos pouco interessantes. Todavia, a qualidade geral de Ace Combat 6 é proporcional ao tempo que se passa com ele, atingindo o clímax no desenrolar da última missão. É um risco que a Namco correu, que pode afugentar os menos persistentes, mas que certamente irá recompensar todos aqueles que mantiverem aos comandos destes aviões, o grupo onde certamente se encaixam os fiéis seguidores da série.

Já dentro do cockpit do avião, para o bem e para o mal, a jogabilidade mantém-se praticamente inalterada desde as últimas entregas da série, ainda na 128 bits da Sony. Portanto, esperam-vos combates rápidos, com sede de destreza e, sobretudo, combates que exigem uma imersão total por parte de nós, pilotos, não dando margem a distracções. Se por acaso ainda não estão familiarizados com a série, a Namco colocou no jogo dois tipos de controlos distintos, estando um deles reservado para os menos experientes. Poucos minutos após testarmos este modo, a intuição falou mais alto. Controlar apenas parte dos controlos essenciais, torna Ace Combat numa experiência desenxabida e piloto digno desse nome, tem que ter controlo total sobre a sua máquina alada. Outra característica que pede para ser ignorada é a dificuldade Easy, onde se precipitarem a vossa aeronave contra o solo apenas a vão danificar em 6% do casco. Isto torna Ace Combat 6 acessível a todos mas rapidamente vão querer "provar" de toda a adrenalina que ele oferece.

Nos níveis de dificuldade mais avançados não sentirão grandes entraves, pois o grau de aprendizagem é suave como uma brisa de Verão. Aliás, a Namco só complicou quando se lembrou de incluir objectivos onde temos de fazer cobertura Ar – Ar e ainda fazer ataques ao solo ao mesmo tempo. Felizmente, foram poucas as vezes que a produtora nipónica teve este devaneio criativo.

Quando sentirem que a guerra é demais para um homem só, podem contar com a preciosa ajuda do Wingman. Às vossas ordens, ele irá fornecer suporte ao ataque, tal como poderá ajudar a defender as linhas aliadas. De fácil utilização, competir-vos-á discernir qual a melhor altura para cada uma destas tarefas. Contudo, mesmo uma pessoa que não tenha qualquer tipo de noções em estratégia militar, a jogar Fires of Libertation adquire quase instantaneamente um sexto sentido para este género de situações. E não é este o grande propósito de um videojogo? Levar-nos, sem grande esforço, a sentir intrinsecamente o papel que estamos a desempenhar?

E para o vosso próprio bem é bom que desempenhem esse papel com mestria. Durante as missões existe uma pontuação que vai sendo acumulada de acordo com os vossos actos e que no final reverte num orçamento para comprar e equipar aviões. Infelizmente, quando comparado com entregas anteriores, Ace Combat 6 tem menos aviões passíveis de serem desbloqueados. Ainda assim, podem contar com os modelos mais emblemáticos como o F16, F15, F18 Super Hornet, F14 TomCat, F-117 e o mítico F-22 Raptor. Isto apenas para vos citar alguns dos aviões que compõe a lista de aproximadamente 16 aeronaves que compõe este jogo. Curiosamente, mesmo sendo uma série tipicamente arcade, é possível sentirem-se as diferenças entre os vários aviões. Aliás, a conjuntura de um determinado modelo com os respectivos mísseis fará grande diferença entre terminar uma missão com sucesso ou terminar uma missão jazendo no chão envolto num amontoado de chapa retorcida.

A completar um modo a solo algo curto, está um modo multijogador online. Aqui existem três modos distintos, sendo mais cativante o modo cooperativo, onde vocês e mais três amigos poderão ultrapassar todas as missões do modo a solo. Mesmo com uma inteligência artificial decente, abater o inimigo tem um sabor diferente quando sabemos que ao nosso lado está alguém de carne e osso. Não obstante a virtualidade da experiência em si, passa a haver uma honra a defender e criam-se laços de imediato. Além deste modo temos o típico Deathmatch para 16 jogadores em simultâneo e o modo Siege Battle. Este modo divide os jogadores em duas equipas, colocando-as sucessivamente a atacar e a defender uma série de alvos, e a que tiver o melhor desempenho, traduzido em pontos, sai vencedora.

Além da inclusão de um modo online, outra das novidades deste jogo é o seu grafismo. Retirando partido do poderio da Xbox 360, Fires of Liberation consegue recriar de uma maneira digna todos os modelos dos aviões, assim como algumas das cidades onde a acção toma lugar. Finalmente, os prédios achatados acabaram (quase) na sua totalidade e tendo como tela de fundo algo tão natural como o céu, as texturas empregues nas nuvens estão perto daquilo que os vossos olhos alcançarão se olharem pela janela. Tudo isto, sem um único abrandamento, mesmo quando estão presentes vários aviões em simultâneo no ecrã a disputar a nossa atenção com veículos terrestres.

O campo sonoro está igualmente bem conseguido. A banda sonora embala todos os confrontos sem nunca querer açambarcar o protagonismo para si, mas infiltrando-se no nosso sistema auditivo de uma maneira subtil mas o suficiente para nos dar uma motivação extra. Por outro lado temos as conversas entre os pilotos via rádio, onde sem nunca caírem no heroísmo fácil, conseguem ainda informar-nos das mudanças de planos, feitos e perdas em combate.

Ace Combat 6: Fires of Liberation é um jogo sólido, bastante polido e com uma componente online fluida, divertida e cativante. Não veio revolucionar a série ou a forma como se fazem simuladores de aviões, mas no seu conjunto é um jogo de grande qualidade. Se são fanáticos da série então é sem dúvida uma opção a ter em conta, e mesmo que nunca tenham jogado Ace Combat têm aqui uma das melhores entregas dos últimos anos, senão mesmo a melhor de sempre.
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89
Muito Bom

 

Forte componente online
Jogabilidade acessível e cativante como sempre
Um forte fio narrativo
Excelente modelagem dos aviões, assim como da maioria dos cenários de jogo
Poucos aviões face a versões anteriores
As primeiras missões são as piores de todo o jogo, o que poderá afastar os jogadores mais impacientes
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2 COMENTÁRIOS

VLAD
07-12-2007 13:57:28
Joguei mas não gostei... é muito repetitivo.
h4rri3r
30-11-2007 21:38:53
Sempre fui um grande apreciador da série Ace Combat e este sexto título agrada-me bastante. Pondero comprar este jogo muito em breve, pois a componente online deixa-me com água na boca visto ser a primeira obra da série em que incluem este modo.
DADOS
Editora: Namco Bandai
Criadora: Namco
Distribuidora:
Género:Simulação
Data de Lançamento: 23/11/2007
Outras versões:
NOTAS

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Muito Bom

88
Muito Bom
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