Perguntem a qualquer crítico de cinema que se preze qual a trilogia cinematográfica mais importante de todos os tempos, e as hipóteses de O Padrinho ser a resposta são avassaladoras. Não é para menos. Baseada no romance homónimo de Mário Puzo, O Padrinho deu ao mundo não só uma estória fenomenal, como um rol de actores impressionantes.
Dos desempenhos de Marlon Brando e Al Pacino, nasceu um mito que transcende a própria história do cinema, deliciando espectadores ainda nos dias de hoje. Por tudo isto, podem compreender o nosso receio quando a sua adaptação para formato jogável foi anunciada. Felizmente, e ao contrário de muitas licenças, O Padrinho é um jogo que não desaponta, pelo menos na sua globalidade.
Ao invés de optar por uma abordagem directa aos filmes, a produtora coloca-nos na pele de um aliado alternativo da família Corleone. Quando o nosso pai é assassinado perante os nossos olhos, cabe à nossa mãe pedir ao Don protecção para o seu rebento. É assim que ingressamos na Família mafiosa por excelência, como simples carne para canhão.
Mesmo com este desvio da narrativa original, não deixa de ser impressionante como a produtora conseguiu colar a nossa personagem a toda a trama mais do que conhecida de O Padrinho sem desvirtuar a mesma. Assim, podem contar com algumas das cenas mais marcantes dos filmes, mas na primeira pessoa.