A franchise
Red Faction destacou-se do seu meio pelo ênfase na destruição do ambiente envolvente, e pela sua história focada numa resistência humana iniciada no planeta
Marte. Os dois primeiros capítulos da série,
Red Faction e
Red Faction 2, centraram-se no género
First Person Shooter com um motor de jogo interessante que nos dava a possibilidade de destruir o ambiente do jogo de uma maneira nunca antes vista. Sendo assim, a
THQ decidiu lançar um novo título nas plataformas de nova geração, de nome
Red Faction Guerilla, um third-person shooter ao estilo sandbox (mundo aberto), que mostra o seu potencial na actual geração.
O enredo centra-se em Alec Mason, um mineiro que decide começar uma vida nova no planeta vermelho e para isso reúne-se com o seu irmão Daniel Mason. Marte encontra-se controlado por uma força colonial militar de nome EDF, força esta que controla o planeta de forma inadequada e oprime todos os que se lhe opõem, principalmente uma força rebelde de nome
Red Faction. Daniel, sendo membro da
Red Faction, é assassinado por membros EDF aos olhos de Mason, o se qual revolta e sem nada a perder, junta-se à facção rebelde.
Em
Red Faction Guerilla, o planeta encontra-se dividido em seis áreas, todas elas controladas pelos EDF, e cabe a nós a tarefa de auxiliar a
Red Faction na erradicação de qualquer unidade EDF, uma área à vez. Dentro dessas áreas, iremos executar várias missões, sendo elas baseadas em destruição de certos edifícios de grande importância para os EDF ou então ajudar a força rebelda a defender um certo território controlado. Ao completarmos missões bem como destruir edifícios dos EDF à nossa vontade, iremos ser galardoados com respeito bem como dinheiro para desbloquear veículos, armas, armaduras e extras. Os veículos variam desde o simples jipe a um poderoso tanque que elimina inimigos a olhos vistos. As armas ao nosso dispor vão desde uma simples pistola de mão até um poderoso lança rockets de nome Thermobaric Rocket, e nada como comprar um simples jetpack e é ver os edifícios desfazerem-se enquanto apreciamos o cenário de demolição nas alturas.
O departamento gráfico é onde o jogo mostra todo o seu potencial. Os edifícios são inteiramente destrutíveis e com um motor gráfico engenhoso, ver um edifício a desmoronar-se diante os nossos olhos nunca foi um cenário tão satisfatório. Cada pedaço dos edifícios destrói-se, e para isso podemos simplesmente enfiar um veículo por um edifício a dentro e a seguir destruir os seus alicerces com o nosso martelo, bem como colocar umas quantas minas na sua base e vê-lo cair como uma casa de cartas. Os restantes visuais encontram-se menos enfatizados o que torna a experiência de viajar em Marte um pouco fatigante pelo simples facto dos cenários estarem muito repetitivos em todas as áreas. Com um desempenho visual bem conseguido, a sonoplastia em
Red Faction Guerilla contribui em ampliar a experiência de uma forma positiva e deslumbrante em certas partes do jogo. Os actores de voz foram bem escolhidos devido à sua representação carismática e única das personagens.
O modo multiplayer irá fornecer-nos uma experiência diferente mas nada de revolucionário. Os modos são iguais a qualquer shooter desta geração, mas com um certo toque técnico para combinar com o instinto de destruição de
Red Faction Guerilla. A nossa personagem irá ganhar experiência, subir de nível e consequentemente desbloquear novas habilidades e armas, semelhante ao encontrado na franchise
Call of Duty.
Numa visão geral,
Red Faction Guerilla é um título consistente e aliciante. Pode não ser um título revolucionário, mas é com certeza uma entrada com o pé direito nesta geração. Apesar de possuir uma apresentação visual um pouco repetitiva, e um motor gráfico pouco explorado noutros aspectos,
Red Faction Guerilla é um título que merece ser experimentado.