É indiscutível que a criação de
Shigeru Miyamoto,
Super Mario Bros., estabeleceu os alicerces para aquilo que iriam ser os jogos de plataformas nos anos que se seguiram, mas houve muitas séries que se destacaram com grande mérito nos tempos que se seguiram, onde cada uma delas mistura o seu aspecto inovador, oferecendo experiências diferentes.
Uma dessas séries, que ingressou neste género, mas teve um impacto ligeiramente significativo, foi a série
Rayman, e que apesar de ter sido concebida como uma aventura
2D, passou rapidamente para o
3D, tendo os jogos posteriores ficado com um aspecto mais moderno. Apesar dos jogos mais recentes serem bons, a qualidade começou a descer, e depois do lançamento de
Rayman: Hoodlum’s Revenge, a
Ubisoft deixou a série descansar durante cerca de 5 anos, até lançar o mais recente,
Rayman: Origins. Tal como o nome indica, este jogo pretende ser um regresso às origens da série, e rapidamente iremos reparar que o jogo já não se encontra em
3D, mas sim, completamente em
2D. Erroneamente, afirmei na antevisão do jogo, que a história é uma prequela do jogo original, algo que não está correcto, sendo esta uma sequela do último título lançado pela companhia, e onde
Rayman, juntamente com os seus amigos, vão ter que corrigir o estado caótico em que a sua terra,
Glade of Dreams, se encontra.
Tal como maior parte dos jogos de plataformas,
Rayman: Origins é um jogo onde iremos levar a personagem à nossa escolha, desde
ponto A, até
ponto B. Por entre esses pontos, vamos ter que usar a nossa destreza e eficácia da melhor maneira, evitando assim todo o tipo de inimigos que se irão interpor no nosso objectivo, bem como todo o tipo de armadilhas que se encontram plantadas no jogo, ficando mais recorrentes e difíceis de ultrapassar com o passar dos níveis. No final de cada nível, vamos salvar umas pequenas criaturas de nome
Electoons que são fundamentais para trazer a
Glade of Dreams ao seu estado normal. Quanto coleccionarmos
Electoons suficientes, vamos passar para outro cenário. Com o passar de segmentos do jogo, vamos ganhar novos poderes, e os níveis encontram-se construídos de acordo com as nossas capacidades actuais, por isso, para além de um aumento na dificuldade, vamos encontrar uma complexidade maior, sendo necessário uma atenção mais apurada, bem com zonas escondidas, que nos dão
Electoons extra.
Vamos ser apresentados ao mapa de escolha de níveis, muito ao estilo
Donkey Kong: Country ou
Super Mario Bros. 3, onde a nossa progressão irá levar-nos para outros cenários com temas diferentes, e maior parte destes temas centram-se na natureza, como floresta, zonas gélidas, marítimas, e até num cemitério. Estas zonas não servem apenas de adorno para o jogo, dando também novos aspectos à jogabilidade, e que precisamos de ter em atenção, como o facto das zonas gélidas possuírem secções onde a personagem desliza pelo gelo, ou então a floresta ter plantas que quando atingidas, criam novas plataformas. Neste jogo, existe também um segmento de
shooting, onde montados num mosquito, vamos disparar contra os inimigos que tentam nos impedir a nossa tarefa.
A jogabilidade mostra-se muito sólida em
Rayman: Origins, e cada um dos poderes que nos é dado ao longo do nosso percurso, mostram-se muito úteis, e fáceis de usar. No início vamos ter poderes como dar murros a inimigos, mas com o tempo vamos desbloquear outro género de poderes que afectam de outra maneira o jogo. Com o decorrer do jogo, vamos poder desbloquear novas personagens, e novas cores, mas apesar de serem bastante engraçadas, não trazem nada de novo no que toca à jogabilidade. O jogo não possui uma progressão horizontal, onde vamos simples andar até chegar ao nosso destino, mas sim, em todo o tipo de direcções, levando a nossa personagem a mover-se dum lado para o outro dentro do mesmo espaço, e a mover-se tanto para cima como para baixo. As secções com o mosquito, também estão bastante interessantes, onde para além de atacarmos os inimigos com simples disparos, vamos poder sugar outro tipo de items, que quando disparados, fazem um estrago fora do normal. Se quiserem partilhar a experiência com outros amigos, então peguem em mais três comandos, e preparem-se para a risada.
A jogabilidade é excelente, mas o departamento gráfico, é o expoente máximo do jogo, dando uma apresentação sensacional e para além de ser muito cómica, está muito bem conseguida. O grafismo encontrado em
Rayman: Origins, foi desenhado à mão, o que dá um aspecto de banda-desenhada, mas que consegue conquistar qualquer um que o jogue, isto graças ao seu charme, e a uma quantidade de vida e energia, que é complementado com uma combinação de cores muito chamativas. Todas as personagens, desde os protagonistas até aos antagonistas, estão excelentes, estando alguns dos inimigos muito cómicos, bem como algumas acções das personagens. Já o departamento sonoro assenta que nem uma luva nesta aventura, dando todo o género de efeitos sonoros ao cenário, e até a outras situações como a descoberta de um segredo. A banda sonora está também muito consistente, e que complementa este jogo de uma maneira muito positiva, com bandas sonoras que encaixam na sua situação que deparamos.
Rayman: Origins é uma das maiores surpresas deste ano, e muito pela positiva, conseguindo surpreender o jogador, não só com o seu charme e comédia visual, mas também por oferecer uma experiência de plataformas consistente, muito divertida, e que nem tão cedo será esquecida. Este refrescar da série, tornou-se no seu expoente máximo, que acaba de pavimentar caminho muito sólido para o futuro.