O ano de 2011 foi um ano recheado de jogos para os sensores de movimentos, um ano em que foram poucas as produtoras que não criaram algo de propósito para um determinado periférico ou incluiram alguma funcionalidade que utilizasse o mesmo. A forte aposta num mercado que já se mostrou muito viável veio, timidamente, trazer-nos jogos com uma relativa qualidade.
Decidida em apostar no
PlayStation Move e no público mais jovem, a
Sony lançou diversos jogos para o sensor de movimentos da sua consola caseira, sendo o
Medieval Moves: Deadmund’s Quest um dos mais promissores até à data. Mas será este o derradeiro jogo do
PlayStation Move?
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Nome: Medieval Moves: No Castelo Fantasma Plataforma: PS3 Produtora: San Diego Studio/Zindagi Games Distribuídora: Sony Computer Entertainment Portugal Data de Lançamento: 18 de Novembro de 2011 PVP Recomendado: 29,99€ |
Dobrado na íntegra no nosso português,
Medieval Moves: Deadmund’s Quest conta-nos a história do pequeno príncipe
Deadmund e do malvado
Morgrimm, que lançou um feitiço à população, transformando os seus habitantes em esqueletos preparados para receber as suas ordens. Contudo, e embora se tenha transformado num esqueleto, o pequeno
Deadmund escapou à lavagem cerebral, graças a um poderoso amuleto que tinha ao pescoço. E sendo o único com mente própria, a difícil tarefa de salvar o reino passou a ser dele.
Fielmente apresentado em trechos de banda desenhada – como acontece em jogos como o
inFamous 2 ou
Motorstorm Apocalypse - com um humor muito próprio e que faz uso do sotaque escocês do nosso companheiro fantasma,
Medieval Moves: Deadmund’s Quest mostrava potencial para ser um dos melhores jogos do Playstation Move… não fosse a sua má concepção.
Com o desenvolvimento a cargo da mesma produtora que nos trouxe
Sports Champion,
Medieval Moves: Deadmund’s Quest apresenta uma jogabilidade simples mas muito funcional. No decurso do jogo irão enfrentar muitos esqueletos que terão de ser abatidos com a nossa espada, arco e flecha, e estrelas ninja. Através do uso de um ou dois PlayStation Move, vocês irão controlar a espada e o escudo de Deadmund ou qualquer uma das outras armas. Neste campo, o jogo apresenta-se exímio e oferece uma jogabilidade fluida e apurada, dando a sensação de que realmente empunhamos uma espada e escudo.
Porém, a má concepção do jogo faz com que o jogador esteja incessantemente a fazer as mesmas coisas: matar esqueletos. Ou seja, tratando-se de um jogo
on-rails, ao estilo de
Time Crisis,
Medieval Moves: Deadmund’s Quest não oferece qualquer tipo de liberdade de movimentos ao jogador, sendo este obrigado a entrar em batalhas constantes contra os lacaios de
Mogrimm. E embora os inimigos possam desferir ataques baixos ou altos e nós tenhamos que defender mediante do golpe desferido, isso simplesmente não chega.
A ausência de qualquer tipo de exploração e de resolução de quebra-cabeças limita em muito
Medieval Moves: Deadmund’s Quest. Até os segmentos onde a jogabilidade oferece algo diferente por breves segundos, e onde podemos usar um gancho para nos baloiçarmos para um determinado sítio, são limitados. Simplesmente somos obrigados a usá-los quando o jogo nos diz que é necessário para podermos avançar.
Por outro lado, o
Medieval Moves: Deadmund’s Quest oferece a possibilidade de jogar em rede ou localmente com um amigo, num modo de jogo que se assemelha ao típico “horde mode”. Nele teremos de sobreviver o máximo tempo possível às diversas vagas de inimigos, sendo o facto de podermos jogar em equipa ou cada um por si um dos factores de maior divertimento.
Medieval Moves: Deadmund’s Quest é um jogo que consegue entreter mas dificilmente consegue fazer com que esse entretenimento se prolongue. Mesmo uma criança da faixa etária para qual o jogo foi desenvolvido irá cansar-se após algumas horas de jogabilidade repetitiva, o que é uma pena uma vez que este jogo mostra um enorme potencial e é um dos poucos que desbloqueia a grande precisão do
PlayStation Move.