De um sujeito com o nome
Guerra, não se está à espera que faça a separação das embalagens usadas ou que ajude senhoras idosas a atravessar a rua. E se depois disso nos disserem que o tal sujeito é, de facto, um dos
Quatro Cavaleiros do Apocalipse, não ficamos à espera que seja, propriamente, candidato ao
Nobel da Paz.
Curiosamente, esta é a premissa que serve de base a
Darksiders: The Wrath of War. No entanto, a famosa história bíblica sofre, aqui, algumas alterações. Segundo um dos trailers do jogo, "a lei é clara: quando o Sétimo Selo for quebrado, quatro cavaleiros irão avançar e castigar os imorais, sejam eles filhos do Homem, senhores do Céu ou horrores do Inferno."
O problema, em
Darksiders, é que houve uma "pequena confusão" que deu origem ao
Apocalipse. Posto isto, Guerra é chamado perante o
The Charred Council, uma entidade que tem como missão regular as acções do Céu e do Inferno. Com o seu poder reduzido, o cavaleiro terá assim a missão de descobrir quem comandou os seus camaradas a começar a batalha final.
O nosso personagem não fica muito longe da descrição presente no
Livro da Revelação, do
Apóstolo João: "E saiu outro, um cavalo cor de fogo; e ao que estava sentado nele foi concedido tirar da terra a paz, para que se matassem uns aos outros; e foi-lhe dada uma grande espada." E é que é mesmo grande! Com um visual
badass (que lembra
Arthas, do
Warcraft, mas com uma capa vermelha),
Guerra é o típico anti-herói, que não se preocupa muito com o número de pessoas divide, literalmente, com a sua espada.
Darksiders é um jogo de acção que vai buscar um conceito nosso conhecido de outros títulos. A jogabilidade não difere muito da de um
God of War ou
Devil May Cry, onde o personagem que controlamos vagueia pelo cenário a matar todos aqueles que lhe quiserem fazer frente.
Guerra vai poder cortar os adversários com a espada ou esmagá-los com as mãos, saltar e esquivar-se de investidas inimigas, usar objectos do cenário como armas (e.g. carros ou postes), entre outras acções.
De vez em quando lá surgem os habituais
boss encounters, os quais teremos de passar de forma a progredir no jogo. Claro que, como é regra, matar um
boss é sempre bastante rentável para o jogador. Em
Darksiders, o sistema de recompensas é, mais uma vez, familiar. Cada vez que os nossos inimigos caírem redondos no chão irão libertar as respectivas almas, umas "bolinhas coloridas" que irão voar até à nossa gigantesca luva, ao bom estilo de
Onimusha.
Isto serve não só para recuperar a vida que possamos ter perdido como também nos dará a possibilidade de realizar ataques especiais. Para além disso, as almas que juntamos vão ter um fim específico: através de um demónio que aparece no cenário, poderemos trocá-las por
upgrades para as nossas armas, ataques especiais ou melhorias para a armadura. Uma espécie de mercado negro do Inferno, por assim dizer.
Numa fase mais avançada do jogo,
Guerra vai ainda ter acesso ao seu fiel companheiro:
Ruína, um cavalo demoníaco com os cascos em chamas. Na versão que experimentámos não nos foi possível testar o animal, mas sabemos que vamos ser presenteados com novas habilidades.
Darksiders não é inovador dentro do género mas é bastante viciante. Ainda é cedo para fazer juízos de valor mas esperamos ansiosamente pela versão final.
Darksiders tem data de lançamento agendada para Janeiro, nos Estados Unidos. Esperem mais detalhes numa análise completa, perto dessa altura.
Entretanto, podem também ver um dos trailers de
Darksiders: Wrath of War no link:
Notícia -
Darksiders Trailer