Depois de tomar de rompante o universo das séries televisivas com uma estória fenomenal e valores de produção elevadíssimos, é chegada a altura de se estrear também na PS2, com 24: The Game. O jogo tenta assim criar uma ponte entre a segunda e terceira série, colocando-nos na pele de Jack Bauer e restantes membros da Counter Terrorist Unit (CTU).
Antes de começarmos esta análise, só podemos dizer que o jogo que temos em mãos é rico em contrastes. A pormenores excelentes juntam-se factores menos conseguidos que impedem que 24: The Game atinja o grau de mestria que a série que lhe deu origem nos habituou durante a sua exibição.
Como não podia deixar de ser, temos de começar pela estória que dá mote ao jogo. Criada pelos argumentistas originais, esta consegue manter o nível cinematográfico, prendendo o jogador ao ecrã, na esperança de ver o desenrolar da mesma. O desenvolver da narrativa esconde surpresas a cada esquina.
Aquilo que começa por ser um dia normal no quartel-general da CTU, mostra-nos Jack Bauer a fazer uma apreensão de ricina, uma toxina mortal, num velho cargueiro. Esta investida inicial revela que uma grande quantidade de armas desapareceu do navio, sendo este o começo de uma estória onde todos os elementos da série estão presentes.