phransiscku
17-08-2010 23:40:42
Nunca vi um fanboy tão lixado como o System está agora. Até da dó. O Mass Effect 2 é realmente um jogo muito apreciado e a sua vinda para a PS3 é algo tão notável como a vinda do Bioshock no passado. E se o caso for semelhante, daqui para a frente, a série Mass Effect sairá sempre na PS3.
Em relação a ti, System, é só um jogo. Acalma-te. E isto não come nenhum bocado da tua Xbox360 (se é que a tens).
É claro que a PS3 já perdeu algumas exclusividades também e isso é natural pois há coisas que não se podem manter. O Tekken e o Final Fantasy foram fiéis à PS2 mas porque haveriam de o ser em relação à PS3? Sem dúvida que a X360 ganhou um importante espaço nesta geração (pelos vistos, não o suficiente para ganhar o FF Versus XIII e o FF XIV) e que faz com que as produtoras independentes se interessem também por ela. Em relação ao Metal Gear Solid, a história é diferente. Este também existiu para a Xbox original mas nesta 7ª geração focou-se apenas na PS3 com o lançamento do MGS 4 (isto foi a PlaySation a ganhar terreno em relação à Xbox). Depois é que foi anunciado o MGS Rising também para a X360, mas não acho que ele consiga satisfazer a avidez que os possuidores de X360 e fãs de MGS têm. Assim como o Blur não consegue contentar os possuidores de PS3 e fans de Project Gotham (como eu).
Por outro lado, a X360 também já perdeu alguns trunfos, como Bioshock, Ridge Racer, Ninja Gaiden, GTA Episodes From Liberty City, Grand Raid Offroad (que deu origem ao Fuel), Braid, Portal 2, e agora Mass Effect 2. E não me admirava nada que perdesse mais alguns. Isto sem contar com a perda dos acordos exclusivos que tinha com a Bizzare Creations e a Bungie, que agora são livres de fazerem títulos para a PS3. É a lei do mercado. Quem é livre faz as contas e decide em que plataformas apostar. E parece que o trio PS3, X360 e PC sempre foi uma opção aliciante.
A jogada segura é a aposta em first-parties. Dá trabalho criá-las, é difícil montar equipas talentosas (sendo que há muito boas third-parties com quem competir), os resultados não aparecem logo, mas é o caminho a seguir. Pagar uns milhões a uma third-party por uma exclusividade (que muitas vezes é temporária) é o caminho fácil e que trás resultados a curto prazo. Mas no longo prazo esta estratégia não dá certo. Além de que se está a gastar muito dinheiro e não se está a gerar riqueza nenhuma. Não sai nenhum jogo que já não fosse sair e os jogadores não ganham nada com isso (apenas há uns que perdem).
No meu ver, a Microsoft está agir muito mal e já se vê algum descontentamento em alguns fãs (até daqui do site). Não cria novas equipas internas, deixou fugir a Bizzare Creations e a série Project Gotham ficou ao abandono, não se preocupou em dar seguimento à série Dead Or Alive (apesar da muito boa vontade da Team Ninja em fazer jogos para as suas consolas), deixou fugir a Bungie, apostou em "cavalos errados" (por exemplo, Race Pro, quando pouco tempo depois saiu o NFS Shift para ambas), etc. A Sony faz o contrário. Até vai ao extremo de apostar em pequenos (como a Quantic Dream, que fez o grande Heavy Rain) ou iniciantes (como a Media Molecule, que fez o revolucionário LittleBigPlanet) e fazê-los crescer e ganhar nome.
