Com uma qualidade crescente, começamos a assistir a um fenómeno interessante, que passa pela “cinematografização” dos jogos, ou seja, estes passarem a desenvolver-se tal qual como um filme, com a única diferença de sermos nós, jogadores, a controlar a acção, ao invés de estarmos sentados no sofá com um balde de pipocas no colo.
Podemos dizer, sem qualquer sombra de dúvida, que F.E.A.R. se encaixa nesta nova vaga de jogos. É um título extremamente polido, que consegue implementar as suas ideias magistralmente, nunca deixando o jogador com a sensação de ter sido enganado, encontrando o equilíbrio ideal entre a estória e a acção.
A acrescentar a tudo isso, a equipa de design de F.E.A.R. demonstra aqui dominar a linguagem cinematográfica, especialmente a do cinema de horror japonês, conseguindo deixar o espectador – perdão, o jogador – num estado de constante antecipação relativamente ao que se avizinha.
É com isto em mente que F.E.A.R. deve ser jogado. Não como um comum Atirador na Primeira-Pessoa onde se mata tudo o que se mexe, mas sim como uma experiência, com principio meio e fim, que deve ser desfrutada na sua totalidade, com as luzes apagadas e o volume a níveis pouco saudáveis.